A inoperância prolongada dos sinais luminosos de trânsito em diversos cruzamentos do bairro Maculusso, município da Ingombota, em Luanda, tem comprometido seriamente a mobilidade de pedestres e automobilistas. A situação expõe diariamente os cidadãos a riscos de acidentes e engarrafamentos constantes e estes apelam ao governo local para que intervenha com “urgência”, a fim de reduzir a sinistralidade rodoviária e restaurar a segurança no tráfego na zona.
Por Berlantino Dário
e Malaquias Mizalaque
Segundo relatos de transeuntes que falaram ao Jornal Folha 8, a circulação rodoviária tem-se tornado cada vez mais caótica, especialmente em pontos estratégicos, como o Largo Zé Pirão, que concentra grande fluxo de veículos e pedestres.
“A não funcionalidade dos semáforos causa muitos constrangimentos e dificulta a boa circulação rodoviária, sem ainda mencionar o tempo longínquo de avaria que se encontram os semáforos”, lamentou Edson Fabião, automobilista.
Num universo de aproximadamente de 200 semáforos na zona, apenas alguns funcionam, com destaque para o coração da cidade capital, que em tempos idos permaneciam inoperantes.
Actualmente, a zona beneficia de um projecto de requalificação impulsionado pelo jogo amistoso de celebração dos 50 anos de Independência de Angola entre as selecções de Angola e da Argentina, realizado a 14 de Novembro de 2025, bem como das obras de requalificação do Largo 1.º de Maio, como afirmaram os pedestres ouvidos pelo Folha 8.
Entretanto, a situação ainda gera descontentamento entre os motociclistas que circulam diariamente pela região e alegam ser “um verdadeiro caos”, pelo facto de a maioria esmagadora de semáforos não funciona – “corremos o risco de acidente em cada cruzamento”, nostálgico, desabafou Adilson Pedro, motociclista há mais de 5 anos a trafegar naquelas circunscrições do casco urbano da cidade capital, Luanda.
“Melhorou bastante no centro, mas nas zonas periféricas ainda é um sofrimento”, acrescenta Joel dos Santos, outro motociclista.
Os moradores e automobilistas questionam pela demora na resolução do problema que já perdura há anos, e apelam ao governo local para que intervenha com “urgência”, a fim de reduzir a sinistralidade rodoviária e restaurar a segurança no tráfego do bairro. A comunidade espera medidas rápidas e eficazes para que o trânsito volte a fluir com normalidade e que os riscos sejam minimizados ou até mesmo eliminados.


[…] A nossa fonte […]